Institucional
Quem escreve
Os guias são assinados pela Redação Campogallina. Esta página explica o que isso significa na prática, quais etapas cada texto percorre e a quem recorrer para falar sobre o conteúdo.
Atualizado em
Todo guia publicado aqui é assinado pela Redação Campogallina. Não é uma forma de esconder responsabilidade, e sim de registrá-la onde ela realmente está: nenhum texto do acervo é obra de uma pessoa só, porque nenhum texto é publicado sem passar por pesquisa, redação, verificação de dados e revisão de neutralidade, etapas conduzidas separadamente.
As quatro etapas de cada guia
1. Pesquisa
Levantamento das fontes primárias disponíveis sobre o tema: tratados, resoluções, decisões judiciais, textos constitucionais, séries estatísticas oficiais e documentos de órgãos geográficos. Nesta etapa se define o recorte do guia e o que ficará de fora.
2. Redação
Escrita do texto na estrutura padrão do projeto, com a exigência de que cada afirmação factual possa ser vinculada a uma fonte listada ao final e que cada conceito técnico apareça explicado na primeira menção.
3. Verificação
Conferência de números, datas, nomes oficiais, áreas, unidades de medida e endereços das fontes. Números que não resistem à conferência são substituídos por formulações com margem explícita ou retirados.
4. Revisão de neutralidade
Leitura final dedicada exclusivamente à linguagem sobre territórios contestados, nomes em disputa, adjetivação e equilíbrio na apresentação das posições, segundo a política de neutralidade.
Competências que o projeto reúne
O trabalho editorial do Campogallina se apoia em três áreas que se sobrepõem pouco e que, isoladas, produzem material incompleto:
- Geografia política. Leitura de mapas e de convenções cartográficas, noções de delimitação e demarcação, escalas, projeções, dados territoriais e demográficos.
- Direito internacional público. Interpretação de tratados, resoluções, pareceres e decisões arbitrais, com atenção ao que cada documento efetivamente decide e ao que ele deixa em aberto.
- Edição de texto informativo. Organização de assunto complexo em ordem legível, controle de terminologia, hierarquia de informação e escrita para quem não é do ramo.
Por que a assinatura é coletiva
Assinaturas individuais fazem sentido em artigos de opinião e em reportagens autorais, em que a perspectiva de quem escreve é parte do valor do texto. Aqui a proposta é oposta: um guia de referência não deve soar como a leitura pessoal de alguém sobre o Saara Ocidental ou sobre o estatuto de Åland. Deve apresentar o que é documentado, apontar o que é contestado e deixar a interpretação com o leitor. A assinatura coletiva é coerente com esse objetivo, e responsabiliza o projeto como um todo por cada linha publicada.
Colaborações externas
Quando um guia for produzido com participação de um colaborador externo (pesquisador, especialista em uma região ou tradutor de documentos), essa participação será informada no próprio guia, com nome e área de atuação. Nenhum texto do acervo atual foi produzido nessas condições.
Como falar sobre um texto específico
Para apontar um erro factual, o caminho é a página de correções, que descreve as informações necessárias para que a análise seja rápida. Para sugerir tema, propor colaboração, pedir esclarecimento sobre uma escolha terminológica ou solicitar autorização de uso de um material, escreva para [email protected]. Toda mensagem sobre conteúdo é lida pela redação, e as que resultam em alteração de um guia são registradas na página de correções.
Independência
A redação não aceita pagamento, cortesia, viagem, acesso privilegiado ou qualquer outra vantagem de governos, representações diplomáticas, organizações com posição em disputas territoriais, empresas de turismo ou grupos de interesse, em troca de publicação, alteração ou remoção de conteúdo. Pedidos desse tipo não são atendidos e, quando partirem de parte interessada em uma disputa tratada em algum guia, poderão ser registrados publicamente na página de correções.